Plataforma Paresi
Atualizado em abril de 2026

Glossário ESG e Sustentabilidade

+55 termos essenciais para profissionais de sustentabilidade, ESG, GRI, ODS e impacto socioambiental

Este glossário reúne mais de 55 termos utilizados em gestão de sustentabilidade, ESG, indicadores GRI, indicadores ESG e mensuração de impacto socioambiental. Inclui os novos padrões ISSB (IFRS S1 e S2) obrigatórios no Brasil a partir de 2026, TNFD, SBTi e conceitos de finanças verdes e mercado de carbono. Serve como referência para gestores, consultores e profissionais que trabalham com sustentabilidade corporativa. Se você busca um software ESG para gerenciar esses indicadores, veja nosso comparativo completo.

Termos de ESG e Sustentabilidade

A

Agenda 2030

Plano de ação global adotado por 193 países membros da ONU em 2015, composto pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Estabelece metas para erradicação da pobreza, proteção ambiental e promoção da paz e prosperidade até 2030. As empresas alinham suas estratégias de ESG aos ODS para demonstrar contribuição ao desenvolvimento global.

Análise de Materialidade

Processo de identificação e priorização dos temas ESG mais relevantes para uma empresa e seus stakeholders. Determina quais questões de sustentabilidade devem receber mais atenção na estratégia e nos relatórios GRI da organização. A dupla materialidade considera tanto o impacto da empresa no mundo quanto o impacto das questões ESG na empresa.

Auditoria ESG

Processo de verificação independente das práticas, dados e relatórios ESG de uma organização. A auditoria avalia se as informações divulgadas são precisas, completas e estão em conformidade com padrões como GRI, ESRS e ISSB. Pode ser interna (conduzida pela própria empresa) ou externa (realizada por auditores independentes). Com a obrigatoriedade do ISSB no Brasil a partir de 2026, a asseguração por auditor externo tornou-se requisito regulatório para companhias abertas.

B

Benchmark

Referência comparativa utilizada para avaliar o desempenho de uma empresa em relação a médias setoriais, regionais ou nacionais. Em sustentabilidade, benchmarks de fontes oficiais como IBGE e PNAD permitem contextualizar indicadores ESG da empresa dentro da realidade local. A Plataforma Paresi integra benchmarks de 8 fontes oficiais brasileiras para contextualizar automaticamente os dados de cada organização.

Biodiversidade

Variedade de organismos vivos, ecossistemas e processos ecológicos em determinada área ou no planeta como um todo. A perda de biodiversidade é reconhecida como um risco material para empresas de diversos setores, afetando cadeias de suprimentos, recursos hídricos e matérias-primas. O framework TNFD orienta empresas a divulgarem seus impactos, dependências e riscos relacionados à natureza. O indicador GRI 304 trata especificamente de biodiversidade, exigindo o reporte de impactos em áreas protegidas e espécies ameaçadas.

C

Cadeia de Suprimentos Sustentável

Gestão da cadeia de fornecimento incorporando critérios ambientais, sociais e de governança em todas as etapas, desde a extração de matérias-primas até a entrega ao consumidor final. Inclui avaliação de fornecedores em aspectos como emissões de GEE (Escopo 3), condições de trabalho, direitos humanos e práticas anticorrupção. A CSRD e os padrões GRI 308 e GRI 414 exigem transparência sobre impactos na cadeia de valor.

Capital Natural

Estoque de recursos naturais renováveis e não renováveis — como solo, água, ar, biodiversidade e minerais — que geram benefícios econômicos e ecossistêmicos para a sociedade. A valoração do capital natural permite que empresas compreendam sua dependência e impacto sobre o meio ambiente, integrando esses aspectos na tomada de decisão e nos relatórios de sustentabilidade.

Capital Social

Conjunto de relações, redes, normas de confiança e reciprocidade que facilitam a cooperação e a ação coletiva dentro de uma comunidade ou organização. No contexto ESG, refere-se ao valor gerado por investimentos em pessoas, comunidades e relacionamentos com stakeholders. O fortalecimento do capital social contribui para a resiliência organizacional e o impacto social positivo.

CBAM (Carbon Border Adjustment Mechanism)

Mecanismo de Ajuste de Fronteira de Carbono da União Europeia. A partir de 2026, exige a compra de certificados proporcionais às emissões incorporadas em bens importados de países sem precificação de carbono equivalente à europeia. Afeta diretamente exportadores brasileiros de ferro e aço, cimento, fertilizantes, alumínio e hidrogênio, que precisam aprimorar a rastreabilidade de suas emissões e avaliar estratégias de redução. O CBAM reforça a importância de inventários de emissões precisos e planos de descarbonização.

Compliance ESG

Conformidade regulatória e normativa de uma organização em relação a legislações, padrões e diretrizes ambientais, sociais e de governança. Inclui atendimento à CSRD, normas ISSB, LGPD, legislações trabalhistas, ambientais e anticorrupção. Em 2026, com a obrigatoriedade dos padrões ISSB para companhias abertas no Brasil e a entrada em vigor do CBAM europeu, o compliance ESG tornou-se estratégico para acesso a mercados e financiamentos.

COP (Conferência das Partes)

Conferência anual da ONU sobre mudanças climáticas que reúne representantes de praticamente todos os países do mundo. Na COP, governos negociam acordos e metas climáticas globais. A COP30, realizada em Belém (Brasil) em 2025, foi particularmente relevante por impulsionar a Taxonomia Sustentável Brasileira, o mercado regulado de carbono e novos compromissos de financiamento climático para países em desenvolvimento.

Crédito de Carbono

Certificado que representa a redução ou remoção de uma tonelada de CO₂ equivalente da atmosfera. Empresas podem comprar créditos para compensar suas emissões que não conseguem reduzir diretamente. O mercado de carbono opera tanto em âmbito regulado (como o SBCE no Brasil) quanto em mercados voluntários. A qualidade dos créditos varia conforme a metodologia de verificação e o tipo de projeto (reflorestamento, energia renovável, captura de carbono).

CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive)

Diretiva europeia que expande significativamente os requisitos de relatórios de sustentabilidade para empresas que operam na União Europeia. Exige o uso dos padrões ESRS e o princípio de dupla materialidade. Afeta empresas de toda a cadeia de fornecimento global, incluindo PMEs brasileiras que exportam para a Europa. A CSRD exige asseguração independente dos dados reportados e tem cronograma de implementação escalonado entre 2024 e 2029.

D

Descarbonização

Processo de redução progressiva das emissões de carbono e outros gases de efeito estufa associadas a atividades econômicas, energéticas e industriais. Envolve a transição para fontes de energia renovável, eficiência energética, eletrificação de processos, adoção de hidrogênio verde e mudanças em cadeias produtivas. A descarbonização é central para atingir metas de net zero e cumprir os compromissos do Acordo de Paris. Empresas com metas validadas pela SBTi demonstram compromisso crível com a descarbonização.

Diversidade e Inclusão (D&I)

Conjunto de práticas que promovem a representatividade e a equidade no ambiente de trabalho, abrangendo gênero, raça, etnia, idade, deficiência, orientação sexual e outras dimensões. O indicador GRI 405 trata especificamente de diversidade e igualdade de oportunidades. A Plataforma Paresi oferece módulos dedicados a D&I com diagnóstico de maturidade e acompanhamento de indicadores ESG sociais.

Due Diligence ESG

Processo de investigação e avaliação dos riscos e práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa, geralmente realizado antes de investimentos, fusões, aquisições ou estabelecimento de parcerias comerciais. Analisa conformidade regulatória, passivos ambientais, condições trabalhistas, práticas anticorrupção e exposição a riscos climáticos. A CSRD e legislações como a diretiva europeia de due diligence em cadeia de suprimentos estão tornando esse processo obrigatório para grandes empresas.

Dupla Materialidade

Abordagem que amplia o conceito tradicional de materialidade ao considerar duas perspectivas simultaneamente: o impacto da empresa no meio ambiente e na sociedade (materialidade de impacto) e o impacto das questões ESG nos resultados financeiros da empresa (materialidade financeira). É o princípio central da CSRD europeia e dos padrões ESRS, exigindo que empresas reportem em ambas as dimensões. A adoção da dupla materialidade permite uma visão mais completa dos riscos e oportunidades de sustentabilidade.

E

Economia Circular

Modelo econômico que busca eliminar desperdícios e manter recursos em uso pelo maior tempo possível, através de estratégias como reutilização, reparo, remanufatura e reciclagem. Contrapõe-se ao modelo linear de "extrair, produzir e descartar". A economia circular contribui para a redução de emissões de GEE, preservação de capital natural e é reportada em indicadores GRI como GRI 301 (Materiais) e GRI 306 (Resíduos).

ESG (Environmental, Social and Governance)

Sigla para Ambiental, Social e Governança. Representa um conjunto de critérios usados para avaliar o compromisso de uma empresa com práticas sustentáveis e responsáveis. O pilar Ambiental (E) avalia impactos no meio ambiente como emissões, resíduos e uso de recursos naturais. O Social (S) abrange relações com colaboradores, comunidades, direitos humanos e diversidade. A Governança (G) trata de ética, transparência, anticorrupção e estrutura de gestão. A adoção de práticas ESG é cada vez mais exigida por investidores, reguladores e consumidores, e a partir de 2026 o reporte ESG tornou-se obrigatório para companhias abertas no Brasil via ISSB. Veja nosso guia completo de indicadores ESG.

Escopo 1, 2 e 3 (Emissões)

Escopo 1: emissões diretas de GEE provenientes de fontes controladas pela empresa, como combustão em caldeiras, veículos próprios e processos industriais. Escopo 2: emissões indiretas da aquisição de energia elétrica, vapor, aquecimento ou resfriamento. Escopo 3: todas as demais emissões indiretas na cadeia de valor, incluindo fornecedores, transporte de produtos, viagens de negócios e uso dos produtos vendidos. Juntos, os três escopos formam o inventário completo de emissões de uma organização, conforme o GHG Protocol. O indicador GRI 305 detalha os sub-indicadores para cada escopo.

ESRS (European Sustainability Reporting Standards)

Padrões europeus de relatórios de sustentabilidade exigidos pela CSRD. Definem como empresas devem reportar informações ESG, incluindo questões climáticas, sociais, de governança e da cadeia de valor, baseando-se no princípio de dupla materialidade. São compatíveis com padrões GRI, facilitando a transição para empresas que já utilizam esse framework.

F

Finanças Verdes (Green Finance)

Investimentos, empréstimos e instrumentos financeiros direcionados a projetos com impacto ambiental e social positivo. Incluem títulos verdes (green bonds), empréstimos sustentáveis (sustainability-linked loans), fundos ESG, linhas de crédito condicionadas a metas de sustentabilidade e o Fundo Clima do governo brasileiro. Em 2026, o acesso a financiamentos climáticos está cada vez mais condicionado à apresentação de planos de descarbonização claros, com metas factíveis e dados auditáveis conforme ISSB. A Taxonomia Sustentável Brasileira fornece critérios técnicos para classificar atividades elegíveis a financiamentos verdes.

G

GEE (Gases de Efeito Estufa)

Gases presentes na atmosfera que absorvem e emitem radiação infravermelha, contribuindo para o aquecimento global. Os principais são dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄), óxido nitroso (N₂O) e gases fluorados. A quantificação de emissões de GEE é feita através de inventários seguindo o GHG Protocol e é reportada usando o indicador GRI 305.

GHG Protocol (Greenhouse Gas Protocol)

Protocolo internacional mais utilizado para contabilização e reporte de emissões de gases de efeito estufa. Desenvolvido pelo WRI (World Resources Institute) e WBCSD (World Business Council for Sustainable Development), estabelece padrões para medir emissões nos escopos 1, 2 e 3. No Brasil, o Programa Brasileiro GHG Protocol é coordenado pela FGV e serve como base para o inventário de emissões exigido pelo ISSB.

Governança Corporativa

Sistema de regras, práticas e processos pelos quais uma empresa é dirigida e controlada. Envolve o equilíbrio de interesses entre acionistas, conselho de administração, diretoria, colaboradores e demais stakeholders. Boas práticas incluem transparência, prestação de contas, equidade e responsabilidade corporativa. No pilar G do ESG, a governança abrange ética empresarial, políticas anticorrupção, composição do conselho e gestão de riscos. Em 2026, a governança transparente é um requisito para combater o greenwashing e atender às normas ISSB.

Greenwashing

Prática de transmitir uma falsa impressão de responsabilidade ambiental que não corresponde à realidade das ações da empresa. Pode incluir comunicação enganosa sobre produtos "verdes", metas ambientais vagas sem plano de ação ou destaque desproporcional a iniciativas pequenas. Com o aumento da regulação (CSRD, ISSB) e a vigilância de consumidores e investidores, empresas flagradas em greenwashing perdem credibilidade e podem enfrentar sanções. A utilização de indicadores padronizados GRI, dados verificáveis e auditorias independentes é a principal forma de evitar greenwashing. Veja também: socialwashing.

GRI (Global Reporting Initiative)

Organização internacional que estabelece o padrão mais utilizado no mundo para relatórios de sustentabilidade. Os GRI Standards são adotados por mais de 10.000 organizações em 100 países e cobrem temas como energia (GRI 302), emissões (GRI 305), resíduos (GRI 306), diversidade (GRI 405), saúde e segurança (GRI 403) e envolvimento comunitário (GRI 413). São compatíveis com ESRS e complementares ao ISSB. A Plataforma Paresi incorpora 153 indicadores GRI. Consulte nosso guia completo de indicadores GRI com todos os códigos.

H

Hidrogênio Verde

Hidrogênio produzido por eletrólise da água utilizando energia de fontes renováveis, com emissões zero no processo de produção. É considerado uma das principais alternativas para a descarbonização de setores difíceis de eletrificar, como indústria pesada, transporte marítimo e aviação. O Brasil possui vantagem competitiva na produção de hidrogênio verde devido à sua matriz energética majoritariamente renovável. A Política Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (Lei Federal nº 14.948/2024) e políticas estaduais estão criando o marco regulatório para desenvolver essa cadeia no país. O CBAM europeu inclui o hidrogênio entre os bens sujeitos à taxação de fronteira de carbono.

I

Impacto Social

Mudanças positivas ou negativas geradas pelas atividades de uma organização na vida de pessoas e comunidades. A mensuração de impacto social envolve coletar dados sobre beneficiários, definir indicadores de resultado e acompanhar mudanças ao longo do tempo. Pode abranger educação, geração de renda, saúde, diversidade e inclusão, entre outros temas. A Plataforma Paresi automatiza a coleta e análise de dados de impacto social alinhados aos ODS e GRI.

Indicadores ESG

Métricas quantitativas e qualitativas utilizadas para medir, monitorar e reportar o desempenho de uma organização em aspectos ambientais, sociais e de governança. Podem seguir padrões internacionais como GRI, SASB, ESRS ou ISSB, ou ser indicadores proprietários adaptados ao setor. Exemplos incluem emissões de CO₂ por receita, taxa de rotatividade, percentual de diversidade no conselho e consumo de energia renovável. A Plataforma Paresi automatiza o cálculo e acompanhamento de indicadores ESG alinhados ao GRI. Veja também: comparativo de softwares ESG no Brasil.

Inventário de Emissões

Documento que quantifica todas as emissões de gases de efeito estufa (GEE) de uma organização em um período determinado, classificadas por escopo (1, 2 e 3) e por tipo de gás. Segue a metodologia do GHG Protocol e é reportado usando indicadores GRI 305. É a base para definir metas de redução, estratégias de descarbonização e obter validação da SBTi.

Investimento Social Privado

Alocação voluntária de recursos privados — financeiros, humanos ou em espécie — para projetos de interesse público que beneficiam comunidades e a sociedade. Diferencia-se de filantropia por envolver planejamento estratégico, monitoramento de resultados e alinhamento com os objetivos do negócio. Pode incluir programas educacionais, de saúde, cultura, geração de renda e desenvolvimento comunitário. A Plataforma Paresi ajuda organizações a mensurar o impacto de seus investimentos sociais.

ISE B3 (Índice de Sustentabilidade Empresarial)

Índice da bolsa de valores brasileira (B3) que reúne empresas com melhor desempenho em sustentabilidade corporativa. Criado em 2005, é uma referência para investidores que buscam empresas com boas práticas ESG. A seleção é feita com base em questionário que avalia desempenho ambiental, social, de governança, econômico-financeiro e mudanças climáticas. Empresas listadas no ISE B3 demonstram compromisso com governança, transparência e sustentabilidade corporativa, atraindo investidores institucionais e fundos ESG.

ISSB (International Sustainability Standards Board)

Órgão da IFRS Foundation responsável por desenvolver padrões globais de divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade. Publicou em 2023 as normas IFRS S1 (requisitos gerais para divulgação de sustentabilidade) e IFRS S2 (divulgações relacionadas ao clima). No Brasil, a CVM incorporou esses padrões via Resolução nº 193, tornando obrigatória a adoção para companhias abertas a partir de janeiro de 2026, fazendo do Brasil o primeiro país do mundo a adotar oficialmente as normas ISSB. As empresas devem reportar riscos e oportunidades de sustentabilidade, com destaque para riscos climáticos, emissões de GEE (incluindo Escopo 3) e conexão com demonstrações financeiras. O ISSB está desenvolvendo padrões sobre biodiversidade baseados no TNFD.

J

Justiça Climática

Conceito que reconhece que os impactos das mudanças climáticas não afetam todas as pessoas e regiões igualmente, sendo populações vulneráveis e países em desenvolvimento desproporcionalmente atingidos apesar de contribuírem menos para as emissões globais. A justiça climática defende que políticas de mitigação e adaptação climática devem considerar equidade social, direitos humanos e responsabilidades históricas diferenciadas. Está intimamente ligada ao conceito de transição justa e ganha importância crescente nas negociações da COP e nos padrões de reporte ESG.

K

KPI de Sustentabilidade

Key Performance Indicator (Indicador-Chave de Desempenho) aplicado à gestão de sustentabilidade. São métricas prioritárias que uma organização seleciona para monitorar o progresso em relação a seus objetivos ESG. Diferencia-se de indicadores ESG gerais por representar as metas mais estratégicas e acionáveis, como redução percentual de emissões, taxa de reciclagem de resíduos, percentual de energia renovável ou índice de satisfação de comunidades beneficiadas.

L

LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)

Lei brasileira (nº 13.709/2018) que regulamenta o tratamento de dados pessoais por empresas e organizações. Em projetos de sustentabilidade, a LGPD é relevante na coleta de dados de beneficiários, colaboradores e comunidades. Plataformas de gestão ESG devem garantir segurança e privacidade dos dados coletados, incluindo consentimento informado e possibilidade de exclusão.

Licença Social para Operar

Aceitação e aprovação contínua das atividades de uma empresa por parte das comunidades locais e stakeholders afetados. Não é uma licença formal, mas um consentimento tácito baseado em confiança, transparência e benefícios mútuos. A perda da licença social pode resultar em protestos, paralisações, processos judiciais e danos reputacionais. Engajamento comunitário, gestão de impacto social e canais de diálogo são essenciais para manter a licença social.

M

Mercado de Carbono

Sistema de compra e venda de permissões de emissão e créditos de carbono, podendo ser regulado (cap-and-trade) ou voluntário. No Brasil, a Lei 15.042/2024 instituiu o SBCE (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões), criando o mercado regulado de carbono no país, com Cotas Brasileiras de Emissões (CBE) e Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVE). Na Europa, o CBAM complementa o mercado de carbono exigindo ajustes para bens importados. O mercado de carbono é um dos principais instrumentos econômicos para incentivar a descarbonização e precificar as emissões de GEE.

N

Net Zero (Emissões Líquidas Zero)

Estado em que as emissões de gases de efeito estufa produzidas por uma organização são equilibradas pela remoção de uma quantidade equivalente da atmosfera. Atingir net zero requer redução drástica de emissões nos escopos 1, 2 e 3, complementada por compensação das emissões residuais via créditos de carbono. A SBTi oferece o Net-Zero Standard para validar metas corporativas alinhadas à limitação do aquecimento global a 1,5°C.

O

ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável)

17 metas globais estabelecidas pela ONU em 2015 como parte da Agenda 2030. Abrangem desde erradicação da pobreza (ODS 1) e educação de qualidade (ODS 4) até energia limpa (ODS 7), trabalho decente (ODS 8), ação climática (ODS 13) e parcerias (ODS 17). Empresas alinham suas ações de sustentabilidade aos ODS para demonstrar contribuição para o desenvolvimento global e atender expectativas de investidores e stakeholders. A Plataforma Paresi alinha automaticamente cada ação aos ODS correspondentes e gera relatórios de contribuição.

P

Pacto Global (Global Compact)

Iniciativa da ONU que mobiliza empresas a adotarem práticas sustentáveis alinhadas a dez princípios universais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção. É a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, com mais de 20.000 participantes em mais de 160 países. No Brasil, a Rede Brasil do Pacto Global é uma das mais ativas, promovendo engajamento empresarial com os ODS e práticas ESG.

Pegada de Carbono

Total de emissões de gases de efeito estufa causadas direta e indiretamente por uma pessoa, organização, evento ou produto, expressa em toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e). Calcular a pegada de carbono é o primeiro passo para definir estratégias de redução de emissões e elaborar o inventário de emissões.

PRI (Principles for Responsible Investment)

Princípios para Investimento Responsável, iniciativa apoiada pela ONU que reúne investidores institucionais comprometidos em incorporar critérios ESG nas decisões de investimento e práticas de propriedade ativa. Com mais de 5.000 signatários representando trilhões de dólares em ativos, os PRI são uma das principais forças que impulsionam a demanda por transparência ESG corporativa, ratings ESG e relatórios de sustentabilidade.

R

Rating ESG

Nota ou classificação atribuída por agências especializadas (como MSCI, Sustainalytics, ISS e S&P Global) que avalia o desempenho de uma empresa em critérios ambientais, sociais e de governança. Ratings ESG são utilizados por investidores para tomar decisões de alocação de capital, por empresas para identificar áreas de melhoria e por reguladores como referência de conformidade. A metodologia varia entre agências, o que pode gerar divergências nas avaliações de uma mesma empresa.

Relatório Integrado

Documento que combina informações financeiras e não financeiras para apresentar uma visão holística de como uma organização cria valor ao longo do tempo. Baseado no framework do IIRC (agora parte da IFRS Foundation junto com o ISSB), considera seis capitais: financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social e natural. O relatório integrado conecta estratégia, governança, desempenho e perspectivas futuras.

Relatório de Sustentabilidade

Documento que comunica o desempenho ambiental, social e de governança de uma organização a seus stakeholders. Os padrões mais utilizados são GRI Standards, SASB, ESRS (para empresas na UE) e ISSB (obrigatório no Brasil a partir de 2026 para companhias abertas). Um bom relatório inclui dados quantitativos, metas, evolução temporal e comparações com benchmarks. A Plataforma Paresi organiza dados nos padrões GRI para facilitar a elaboração de relatórios. Conheça as funcionalidades do software ESG Paresi.

Risco Climático

Exposição de uma organização a impactos financeiros e operacionais decorrentes das mudanças climáticas. Divide-se em riscos físicos (eventos climáticos extremos como enchentes, secas, ondas de calor) e riscos de transição (mudanças regulatórias, tecnológicas e de mercado na transição para uma economia de baixo carbono). A TCFD e o ISSB (IFRS S2) exigem que empresas identifiquem, avaliem e divulguem seus riscos climáticos e as estratégias de mitigação adotadas.

S

SASB (Sustainability Accounting Standards Board)

Organização que desenvolveu padrões de divulgação de sustentabilidade focados em questões ESG financeiramente relevantes, organizados por setor de atuação. Diferente do GRI, que tem uma abordagem multi-stakeholder ampla, o SASB foca nas informações mais relevantes para investidores e mercados financeiros. Atualmente faz parte da IFRS Foundation, que está consolidando os padrões de divulgação de sustentabilidade globais através do ISSB.

SBCE (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões)

Mercado regulado de carbono do Brasil, instituído pela Lei 15.042/2024. Cria um sistema de cap-and-trade com dois instrumentos principais: Cotas Brasileiras de Emissões (CBE), que são permissões negociáveis para emitir gases de efeito estufa, e Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVE), que comprovam a redução ou remoção de GEE. O SBCE é considerado pilar estratégico da política climática brasileira, complementado pela Taxonomia Sustentável Brasileira e pelos instrumentos de finanças verdes como o Fundo Clima e o Eco Invest Brasil.

SBTi (Science Based Targets initiative)

Iniciativa que valida metas corporativas de redução de emissões de GEE para garantir que estejam alinhadas com o que a ciência climática considera necessário para limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Oferece o Net-Zero Standard para empresas que buscam atingir emissões líquidas zero. A validação da SBTi é reconhecida internacionalmente como selo de credibilidade das metas climáticas corporativas, sendo valorizada por investidores, agências de rating ESG e reguladores.

Socialwashing

Prática de comunicar ações sociais que não correspondem à realidade ou que são desproporcionalmente exageradas em relação ao impacto real da empresa. É o equivalente do greenwashing no pilar social do ESG. Exemplos incluem campanhas de diversidade sem políticas internas efetivas, anúncios de programas comunitários sem investimento real ou uso de indicadores sociais descontextualizados. A mensuração rigorosa de impacto social com dados verificáveis é a principal defesa contra o socialwashing.

SROI (Social Return on Investment)

Metodologia que mede o valor social, ambiental e econômico gerado por um programa ou investimento em relação aos recursos aplicados. Expressa o retorno em termos monetários — por exemplo, "para cada R$ 1 investido, foram gerados R$ 4,50 em valor social". O SROI envolve mapeamento de stakeholders, definição de resultados, valoração de impactos e cálculo da razão custo-benefício social.

Stakeholders (Partes Interessadas)

Indivíduos, grupos ou organizações que são afetados ou podem influenciar as atividades de uma empresa. Incluem colaboradores, clientes, fornecedores, investidores, comunidades locais, governos e ONGs. A gestão de stakeholders é fundamental para ESG, pois diferentes públicos têm expectativas distintas em relação ao desempenho de sustentabilidade. O engajamento efetivo de stakeholders é requisito tanto do GRI quanto da CSRD e do ISSB.

Sustentabilidade Corporativa

Modelo de gestão empresarial que integra considerações ambientais, sociais e de governança nas decisões estratégicas e operações do negócio. Vai além da conformidade legal, buscando gerar valor para todos os stakeholders enquanto minimiza impactos negativos. É medida e reportada através de indicadores ESG e padrões como GRI, SASB e ISSB. Veja como um software ESG pode facilitar a gestão de sustentabilidade corporativa.

T

Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB)

Sistema de classificação que define quais atividades econômicas podem ser consideradas ambientalmente sustentáveis no Brasil. Instituída pelo Decreto nº 12.705/2025 e desenvolvida no contexto da COP30, a TSB estabelece critérios técnicos para que uma atividade seja classificada como sustentável: deve contribuir substancialmente para ao menos um objetivo ambiental ou socioeconômico, não causar dano significativo aos demais e cumprir salvaguardas mínimas. A TSB orienta a rotulagem de produtos financeiros, concessão de crédito, compras públicas e finanças verdes, sendo essencial para direcionar investimentos do Fundo Clima, Eco Invest Brasil e títulos soberanos sustentáveis. Na Europa, a Taxonomia da UE cumpre papel semelhante.

TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures)

Grupo de trabalho criado pelo Financial Stability Board (FSB) que desenvolveu recomendações para divulgação de riscos e oportunidades financeiras relacionados ao clima. Estruturada em quatro pilares — governança, estratégia, gestão de riscos e métricas/metas — a TCFD orienta empresas a comunicarem como as mudanças climáticas afetam seus negócios. Suas recomendações foram incorporadas pelo ISSB (IFRS S2) e ESRS, tornando-se referência global para divulgação de riscos climáticos.

Teoria da Mudança

Metodologia que descreve como e por que uma mudança social desejada deve acontecer em um contexto específico. Mapeia a cadeia causal desde os insumos e atividades de um programa até os resultados de curto, médio e longo prazo esperados, incluindo as premissas e condições necessárias. É amplamente utilizada no planejamento e avaliação de programas sociais, investimentos de impacto e ações de sustentabilidade para demonstrar a lógica de intervenção e medir efetividade.

Títulos Verdes (Green Bonds)

Instrumentos de dívida emitidos para financiar projetos com benefícios ambientais, como energias renováveis, eficiência energética, transporte limpo, gestão de resíduos e uso sustentável da terra. O Brasil tem emitido títulos soberanos sustentáveis e o mercado de debêntures verdes tem crescido significativamente. A Taxonomia Sustentável Brasileira fornece critérios para classificar quais projetos são elegíveis, enquanto os padrões ISSB garantem a transparência dos dados reportados aos investidores.

TNFD (Taskforce on Nature-related Financial Disclosures)

Framework que orienta empresas a divulgarem seus impactos, dependências, riscos e oportunidades financeiras relacionadas à natureza e biodiversidade. Segue a mesma estrutura da TCFD (governança, estratégia, gestão de riscos, métricas/metas) e propõe a abordagem LEAP (Locate, Evaluate, Assess, Prepare) para análise de riscos. O ISSB anunciou que desenvolverá padrões de divulgação sobre biodiversidade baseados no TNFD, com publicação prevista para 2026-2027. Mais de 320 empresas globais já adotaram o TNFD voluntariamente.

Transição Justa

Conceito que defende que a transição para uma economia de baixo carbono deve garantir equidade social, proteção de trabalhadores e comunidades afetadas, e distribuição justa dos custos e benefícios da descarbonização. Envolve requalificação profissional, programas de proteção social, diversificação econômica de regiões dependentes de combustíveis fósseis e participação das comunidades afetadas nas decisões. A transição justa é um tema crescente nos padrões ESRS, nas negociações da COP e nas exigências de investidores ESG.

V

Valor Compartilhado (Creating Shared Value)

Conceito desenvolvido por Michael Porter e Mark Kramer que propõe que empresas podem gerar valor econômico ao mesmo tempo em que criam valor para a sociedade, abordando necessidades e desafios sociais através de seu modelo de negócio. Diferencia-se da responsabilidade social corporativa tradicional por integrar o impacto social à estratégia central do negócio, não como uma atividade periférica. Empresas que adotam valor compartilhado buscam oportunidades de mercado em problemas sociais e ambientais, gerando sustentabilidade corporativa de longo prazo.

Perguntas Frequentes sobre ESG

O que é ESG?

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). É um conjunto de critérios usados para avaliar o compromisso de uma empresa com práticas sustentáveis e responsáveis. O pilar Ambiental (E) avalia impactos no meio ambiente, o Social (S) abrange relações com colaboradores e comunidades, e a Governança (G) trata de ética e transparência na gestão. Veja mais no termo ESG acima.

Qual a diferença entre GRI e SASB?

O GRI adota uma abordagem multi-stakeholder ampla, cobrindo impactos ambientais, sociais e econômicos para todos os públicos interessados. O SASB foca em questões ESG financeiramente relevantes por setor, voltado principalmente para investidores. Ambos agora estão sendo consolidados sob a IFRS Foundation junto com o ISSB. Consulte nosso guia completo de indicadores GRI para entender todos os códigos.

O que são os Escopos 1, 2 e 3 de emissões?

Escopo 1 são emissões diretas de GEE de fontes controladas pela empresa. Escopo 2 são emissões indiretas da aquisição de energia elétrica. Escopo 3 são todas as demais emissões indiretas na cadeia de valor. Juntos, formam o inventário completo de emissões, reportado pelo indicador GRI 305.

O que é o ISSB e por que é importante para empresas brasileiras em 2026?

O ISSB (International Sustainability Standards Board) desenvolve padrões globais de divulgação de sustentabilidade. As normas IFRS S1 e S2 tornaram-se obrigatórias no Brasil para companhias abertas a partir de janeiro de 2026, fazendo do Brasil o primeiro país do mundo a adotar oficialmente os padrões ISSB. As empresas precisam reportar riscos climáticos, emissões (incluindo Escopo 3) e conexão com demonstrações financeiras.

O que são finanças verdes?

Finanças verdes são investimentos e instrumentos financeiros direcionados a projetos com impacto ambiental e social positivo. Incluem títulos verdes, empréstimos sustentáveis e fundos ESG. Em 2026, o acesso a financiamentos está cada vez mais condicionado à comprovação de resultados sustentáveis com dados auditáveis.

O que é greenwashing e como evitar?

Greenwashing é a prática de transmitir uma falsa impressão de responsabilidade ambiental. Para evitar, use indicadores padronizados como GRI, tenha dados verificáveis por auditoria independente, defina metas mensuráveis com prazos claros e reporte tanto avanços quanto dificuldades. Considere também usar um software ESG para automatizar a coleta e validação dos dados.

Quais são os 17 ODS da ONU?

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são: 1-Erradicação da pobreza, 2-Fome zero, 3-Saúde e bem-estar, 4-Educação de qualidade, 5-Igualdade de gênero, 6-Água potável e saneamento, 7-Energia limpa, 8-Trabalho decente, 9-Indústria e inovação, 10-Redução das desigualdades, 11-Cidades sustentáveis, 12-Consumo responsável, 13-Ação climática, 14-Vida na água, 15-Vida terrestre, 16-Paz e justiça, 17-Parcerias.

O que é dupla materialidade?

Dupla materialidade considera duas perspectivas: o impacto da empresa no meio ambiente e na sociedade (materialidade de impacto) e o impacto das questões ESG nos resultados financeiros (materialidade financeira). É o princípio central da CSRD europeia e dos padrões ESRS, exigindo que empresas reportem em ambas as dimensões.

Coloque esses conceitos em prática

Use a Plataforma Paresi para gerenciar seus indicadores ESG com base nos padrões GRI, ODS e ISSB.

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