Termos essenciais para profissionais de sustentabilidade, ESG e impacto socioambiental
Este glossário reúne os principais termos utilizados em gestão de sustentabilidade, ESG, indicadores GRI e mensuração de impacto socioambiental. Serve como referência rápida para gestores, consultores e profissionais que trabalham com sustentabilidade corporativa.
Plano de ação global adotado por 193 países membros da ONU em 2015, composto pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Estabelece metas para erradicação da pobreza, proteção ambiental e promoção da paz e prosperidade até 2030.
Processo de identificação e priorização dos temas ESG mais relevantes para uma empresa e seus stakeholders. Determina quais questões de sustentabilidade devem receber mais atenção na estratégia e nos relatórios da organização. A dupla materialidade considera tanto o impacto da empresa no mundo quanto o impacto das questões ESG na empresa.
Processo de verificação independente das práticas, dados e relatórios ESG de uma organização. A auditoria avalia se as informações divulgadas são precisas, completas e estão em conformidade com padrões como GRI e ESRS. Pode ser interna (conduzida pela própria empresa) ou externa (realizada por auditores independentes), e é cada vez mais exigida por investidores e reguladores para garantir a credibilidade dos dados de sustentabilidade.
Referência comparativa utilizada para avaliar o desempenho de uma empresa em relação a médias setoriais, regionais ou nacionais. Em sustentabilidade, benchmarks de fontes oficiais como IBGE e PNAD permitem contextualizar indicadores da empresa dentro da realidade local. A Plataforma Paresi integra benchmarks de 8 fontes oficiais brasileiras.
Gestão da cadeia de fornecimento incorporando critérios ambientais, sociais e de governança em todas as etapas, desde a extração de matérias-primas até a entrega ao consumidor final. Inclui avaliação de fornecedores em aspectos como emissões de GEE (Escopo 3), condições de trabalho, direitos humanos e práticas anticorrupção. A CSRD e os padrões GRI 308 e GRI 414 exigem transparência sobre impactos na cadeia de valor.
Estoque de recursos naturais renováveis e não renováveis — como solo, água, ar, biodiversidade e minerais — que geram benefícios econômicos e ecossistêmicos para a sociedade. A valoração do capital natural permite que empresas compreendam sua dependência e impacto sobre o meio ambiente, integrando esses aspectos na tomada de decisão e nos relatórios de sustentabilidade.
Conjunto de relações, redes, normas de confiança e reciprocidade que facilitam a cooperação e a ação coletiva dentro de uma comunidade ou organização. No contexto ESG, refere-se ao valor gerado por investimentos em pessoas, comunidades e relacionamentos com stakeholders. O fortalecimento do capital social contribui para a resiliência organizacional e o impacto social positivo.
Diretiva europeia que expande significativamente os requisitos de relatórios de sustentabilidade para empresas que operam na União Europeia. Exige o uso dos padrões ESRS (European Sustainability Reporting Standards) e afeta empresas de toda a cadeia de fornecimento global, incluindo PMEs brasileiras que exportam para a Europa.
Certificado que representa a redução ou remoção de uma tonelada de CO₂ equivalente da atmosfera. Empresas podem comprar créditos para compensar suas emissões que não conseguem reduzir diretamente. O mercado de carbono é regulado por mecanismos como o MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) e mercados voluntários.
Processo de redução progressiva das emissões de carbono e outros gases de efeito estufa associadas a atividades econômicas, energéticas e industriais. Envolve a transição para fontes de energia renovável, eficiência energética, eletrificação de processos e mudanças em cadeias produtivas. A descarbonização é central para atingir metas de net zero e cumprir os compromissos do Acordo de Paris.
Conjunto de práticas que promovem a representatividade e a equidade no ambiente de trabalho, abrangendo gênero, raça, etnia, idade, deficiência, orientação sexual e outras dimensões. O indicador GRI 405 trata especificamente de diversidade e igualdade de oportunidades. A Plataforma Paresi oferece módulos dedicados a D&I com diagnóstico de maturidade.
Processo de investigação e avaliação dos riscos e práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa, geralmente realizado antes de investimentos, fusões, aquisições ou estabelecimento de parcerias comerciais. Analisa conformidade regulatória, passivos ambientais, condições trabalhistas, práticas anticorrupção e exposição a riscos climáticos. A CSRD e legislações como a lei europeia de due diligence em cadeia de suprimentos estão tornando esse processo obrigatório.
Abordagem que amplia o conceito tradicional de materialidade ao considerar duas perspectivas simultaneamente: o impacto da empresa no meio ambiente e na sociedade (materialidade de impacto) e o impacto das questões ESG nos resultados financeiros da empresa (materialidade financeira). É o princípio central da CSRD europeia e dos padrões ESRS, exigindo que empresas reportem em ambas as dimensões.
Modelo econômico que busca eliminar desperdícios e manter recursos em uso pelo maior tempo possível, através de estratégias como reutilização, reparo, remanufatura e reciclagem. Contrapõe-se ao modelo linear de "extrair, produzir e descartar". A economia circular contribui para a redução de emissões de GEE, preservação de capital natural e é reportada em indicadores GRI como GRI 301 (Materiais) e GRI 306 (Resíduos).
Sigla para Ambiental, Social e Governança. Representa um conjunto de critérios usados para avaliar o compromisso de uma empresa com práticas sustentáveis e responsáveis. O pilar Ambiental (E) avalia impactos no meio ambiente como emissões e resíduos. O Social (S) abrange relações com colaboradores, comunidades e direitos humanos. A Governança (G) trata de ética, transparência e estrutura de gestão. A adoção de práticas ESG é cada vez mais exigida por investidores, reguladores e consumidores.
Escopo 1: emissões diretas de GEE provenientes de fontes controladas pela empresa, como combustão em caldeiras, veículos próprios e processos industriais. Escopo 2: emissões indiretas da aquisição de energia elétrica, vapor, aquecimento ou resfriamento. Escopo 3: todas as demais emissões indiretas na cadeia de valor, incluindo fornecedores, transporte de produtos, viagens de negócios e uso dos produtos vendidos. Juntos, os três escopos formam o inventário completo de emissões de uma organização.
Padrões europeus de relatórios de sustentabilidade exigidos pela CSRD. Definem como empresas devem reportar informações ESG, incluindo questões climáticas, sociais, de governança e da cadeia de valor. São compatíveis com padrões GRI, facilitando a transição para empresas que já utilizam esse framework.
Gases presentes na atmosfera que absorvem e emitem radiação infravermelha, contribuindo para o aquecimento global. Os principais são dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄), óxido nitroso (N₂O) e gases fluorados. A quantificação de emissões de GEE é feita através de inventários seguindo o GHG Protocol e é reportada usando o indicador GRI 305.
Protocolo internacional mais utilizado para contabilização e reporte de emissões de gases de efeito estufa. Desenvolvido pelo WRI (World Resources Institute) e WBCSD (World Business Council for Sustainable Development), estabelece padrões para medir emissões nos escopos 1, 2 e 3. No Brasil, o Programa Brasileiro GHG Protocol é coordenado pela FGV.
Sistema de regras, práticas e processos pelos quais uma empresa é dirigida e controlada. Envolve o equilíbrio de interesses entre acionistas, conselho de administração, diretoria, colaboradores e demais stakeholders. Boas práticas incluem transparência, prestação de contas, equidade e responsabilidade corporativa. No pilar G do ESG, a governança abrange ética empresarial, políticas anticorrupção, composição do conselho e gestão de riscos.
Prática de transmitir uma falsa impressão de responsabilidade ambiental que não corresponde à realidade das ações da empresa. Pode incluir comunicação enganosa sobre produtos "verdes", metas ambientais vagas sem plano de ação ou destaque desproporcional a iniciativas pequenas. A utilização de indicadores padronizados como GRI e dados verificáveis é uma forma de evitar greenwashing.
Organização internacional que estabelece o padrão mais utilizado no mundo para relatórios de sustentabilidade. Os GRI Standards são adotados por mais de 10.000 organizações em 100 países e cobrem temas como energia (GRI 302), emissões (GRI 305), resíduos (GRI 306), diversidade (GRI 405), saúde e segurança (GRI 403) e envolvimento comunitário (GRI 413). A Plataforma Paresi incorpora 153 indicadores GRI.
Mudanças positivas ou negativas geradas pelas atividades de uma organização na vida de pessoas e comunidades. A mensuração de impacto social envolve coletar dados sobre beneficiários, definir indicadores de resultado e acompanhar mudanças ao longo do tempo. Pode abranger educação, geração de renda, saúde, diversidade e inclusão, entre outros temas.
Métricas quantitativas e qualitativas utilizadas para medir, monitorar e reportar o desempenho de uma organização em aspectos ambientais, sociais e de governança. Podem seguir padrões internacionais como GRI, SASB ou ESRS, ou ser indicadores proprietários adaptados ao setor. Exemplos incluem emissões de CO₂ por receita, taxa de rotatividade, percentual de diversidade no conselho e consumo de energia renovável. A Plataforma Paresi automatiza o cálculo e acompanhamento de indicadores ESG alinhados ao GRI.
Documento que quantifica todas as emissões de gases de efeito estufa (GEE) de uma organização em um período determinado, classificadas por escopo (1, 2 e 3) e por tipo de gás. Segue a metodologia do GHG Protocol e é reportado usando indicadores GRI 305. É a base para definir metas de redução e estratégias de descarbonização.
Alocação voluntária de recursos privados — financeiros, humanos ou em espécie — para projetos de interesse público que beneficiam comunidades e a sociedade. Diferencia-se de filantropia por envolver planejamento estratégico, monitoramento de resultados e alinhamento com os objetivos do negócio. Pode incluir programas educacionais, de saúde, cultura, geração de renda e desenvolvimento comunitário. No Brasil, é frequentemente associado a institutos e fundações empresariais.
Key Performance Indicator (Indicador-Chave de Desempenho) aplicado à gestão de sustentabilidade. São métricas prioritárias que uma organização seleciona para monitorar o progresso em relação a seus objetivos ESG. Diferencia-se de indicadores gerais por representar as metas mais estratégicas e acionáveis, como redução percentual de emissões, taxa de reciclagem de resíduos, percentual de energia renovável ou índice de satisfação de comunidades beneficiadas.
Lei brasileira (nº 13.709/2018) que regulamenta o tratamento de dados pessoais por empresas e organizações. Em projetos de sustentabilidade, a LGPD é relevante na coleta de dados de beneficiários, colaboradores e comunidades. Plataformas de gestão ESG devem garantir segurança e privacidade dos dados coletados.
Estado em que as emissões de gases de efeito estufa produzidas por uma organização são equilibradas pela remoção de uma quantidade equivalente da atmosfera. Atingir net zero requer redução drástica de emissões nos escopos 1, 2 e 3, complementada por compensação das emissões residuais. Muitas empresas estão definindo metas net zero para 2030 ou 2050.
17 metas globais estabelecidas pela ONU em 2015 como parte da Agenda 2030. Abrangem desde erradicação da pobreza (ODS 1) e educação de qualidade (ODS 4) até energia limpa (ODS 7), trabalho decente (ODS 8), ação climática (ODS 13) e parcerias (ODS 17). Empresas alinham suas ações de sustentabilidade aos ODS para demonstrar contribuição para o desenvolvimento global. A Plataforma Paresi alinha automaticamente cada ação aos ODS correspondentes.
Total de emissões de gases de efeito estufa causadas direta e indiretamente por uma pessoa, organização, evento ou produto, expressa em toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e). Calcular a pegada de carbono é o primeiro passo para definir estratégias de redução de emissões.
Nota ou classificação atribuída por agências especializadas (como MSCI, Sustainalytics, ISS e S&P Global) que avalia o desempenho de uma empresa em critérios ambientais, sociais e de governança. Ratings ESG são utilizados por investidores para tomar decisões de alocação de capital, por empresas para identificar áreas de melhoria e por reguladores como referência de conformidade. A metodologia varia entre agências, o que pode gerar divergências nas avaliações.
Documento que combina informações financeiras e não financeiras para apresentar uma visão holística de como uma organização cria valor ao longo do tempo. Baseado no framework do IIRC (International Integrated Reporting Council, agora parte da IFRS Foundation), considera seis capitais: financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social e natural. O relatório integrado vai além do relatório de sustentabilidade tradicional ao conectar estratégia, governança, desempenho e perspectivas futuras.
Documento que comunica o desempenho ambiental, social e de governança de uma organização a seus stakeholders. Os padrões mais utilizados são GRI Standards, SASB e os novos ESRS da CSRD europeia. Um bom relatório inclui dados quantitativos, metas, evolução temporal e comparações com benchmarks. A Plataforma Paresi organiza dados nos padrões GRI para facilitar a elaboração de relatórios.
Organização que desenvolveu padrões de divulgação de sustentabilidade focados em questões ESG financeiramente relevantes, organizados por setor de atuação. Diferente do GRI, que tem uma abordagem multi-stakeholder ampla, o SASB foca nas informações mais relevantes para investidores e mercados financeiros. Atualmente faz parte da IFRS Foundation, que está consolidando os padrões de divulgação de sustentabilidade globais através do ISSB (International Sustainability Standards Board).
Metodologia que mede o valor social, ambiental e econômico gerado por um programa ou investimento em relação aos recursos aplicados. Expressa o retorno em termos monetários — por exemplo, "para cada R$ 1 investido, foram gerados R$ 4,50 em valor social". O SROI envolve mapeamento de stakeholders, definição de resultados, valoração de impactos e cálculo da razão custo-benefício social. É amplamente utilizado por organizações do terceiro setor, investidores de impacto e empresas com programas de investimento social.
Indivíduos, grupos ou organizações que são afetados ou podem influenciar as atividades de uma empresa. Incluem colaboradores, clientes, fornecedores, investidores, comunidades locais, governos e ONGs. A gestão de stakeholders é fundamental para ESG, pois diferentes públicos têm expectativas distintas em relação ao desempenho de sustentabilidade da empresa.
Modelo de gestão empresarial que integra considerações ambientais, sociais e de governança nas decisões estratégicas e operações do negócio. Vai além da conformidade legal, buscando gerar valor para todos os stakeholders enquanto minimiza impactos negativos no meio ambiente e na sociedade. A sustentabilidade corporativa é frequentemente medida e reportada através de indicadores ESG e GRI.
Sistema de classificação que define quais atividades econômicas podem ser consideradas ambientalmente sustentáveis. A Taxonomia da União Europeia é a mais conhecida e estabelece critérios técnicos para determinar se um investimento contribui para objetivos climáticos e ambientais. No Brasil, discussões sobre uma taxonomia sustentável estão em andamento.
Grupo de trabalho criado pelo Financial Stability Board (FSB) que desenvolveu recomendações para divulgação de riscos e oportunidades financeiras relacionados ao clima. Estruturada em quatro pilares — governança, estratégia, gestão de riscos e métricas/metas — a TCFD orienta empresas a comunicarem como as mudanças climáticas afetam seus negócios. Suas recomendações foram incorporadas pelos padrões ISSB e ESRS, tornando-se referência global para divulgação climática corporativa.
Metodologia que descreve como e por que uma mudança social desejada deve acontecer em um contexto específico. Mapeia a cadeia causal desde os insumos e atividades de um programa até os resultados de curto, médio e longo prazo esperados, incluindo as premissas e condições necessárias. É amplamente utilizada no planejamento e avaliação de programas sociais, investimentos de impacto e ações de sustentabilidade para demonstrar a lógica de intervenção e medir efetividade.
Use a Plataforma Paresi para gerenciar seus indicadores ESG com base nos padrões GRI e ODS.
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